O rumor que ganhou força em Wall Street nesta semana acendeu o alerta do mercado: o PayPal pode estar oficialmente à venda.
Depois de perder 85% de seu valor desde 2021, a pioneira dos pagamentos digitais virou alvo de interesse da Stripe, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.
Enquanto investidores digerem a notícia, as ações da companhia ensaiam reação em meio a um cenário competitivo que inclui Apple Pay e Google Wallet.
PayPal à venda: o que está na mesa
De acordo com pessoas próximas às conversas, a Stripe iniciou tratativas preliminares para adquirir 100% do PayPal ou, ao menos, uma participação relevante. As negociações ainda são embrionárias e podem não avançar, mas bastaram para impulsionar os papéis do PayPal na Nasdaq.
A fintech comandada até recentemente por Alex Chriss — destituído neste mês — vale hoje cerca de US$ 44 bilhões, muito distante dos US$ 304,3 bilhões que ostentava em fevereiro de 2021. A queda livre de 36% nos últimos 12 meses e de 19,5% apenas em 2024 explica por que a expressão “PayPal à venda” ganhou tração entre analistas de mercado.
A troca de comando também faz parte do pacote de mudanças. Enrique Lores, atual presidente do conselho, assume o posto de CEO em 1º de março com a missão de reverter a maré. O desafio é dobrado: recuperar resultados abaixo das expectativas e conter a incursão de gigantes de tecnologia em serviços financeiros, principalmente nos Estados Unidos.
Stripe ganha fôlego e adia IPO
Na mesma terça-feira (24/2) em que o boato sobre o PayPal circulou, a Stripe anunciou ter alcançado valuation de US$ 159 bilhões após fechar acordos de recompra de ações com investidores como Thrive Capital, Coatue e a16z. O movimento oferece liquidez a funcionários antigos e atuais e reforça o caixa da empresa.
Imagem: reprodução site PayPal
O cofundador John Collison afirmou à CNBC que um IPO “não é prioridade” no curto prazo, classificando uma eventual oferta pública como “solução à procura de um problema”. A mensagem foi clara: a companhia prefere manter-se privada enquanto observa oportunidades estratégicas, como a possível aquisição do PayPal.
O que muda para usuários, investidores e o mercado
Se o negócio vingar, o ecossistema de pagamentos digitais pode sofrer um abalo considerável. A união de duas das maiores fintechs do planeta criaria uma plataforma com alcance global, forte base de comerciantes e avançados recursos de processamento. Para quem gosta de acumular pontos no cartão ou garimpar vantagens em programas de milhagem, novas políticas de cashback e tarifas podem surgir.
Do ponto de vista de investidores, a transação ampliaria a escala da Stripe, que já rivaliza com a Adyen na Europa e com processadoras tradicionais nos Estados Unidos. O PayPal, por sua vez, ganharia fôlego financeiro e tecnológico para enfrentar Apple e Google, hoje presentes até na emissão de cartões virtuais.
Ainda não há cronograma definido; tampouco valores discutidos. O que se sabe é que a sinalização pegou o mercado de surpresa e já alimenta especulações sobre eventuais sinergias, cortes de custos e integração de carteiras digitais. No blog masculino Bllitzbuy, continuaremos monitorando cada passo dessas gigantes para que você, leitor, aproveite as melhores oportunidades em pagamentos e finanças pessoais.
Até lá, investidores acompanham de perto os próximos pregões, e usuários seguem utilizando suas contas normalmente. Caso o martelo seja batido, o anúncio promete ser um divisor de águas no universo das fintechs — e possivelmente na sua próxima fatura de cartão.

