A expectativa de cortes nos juros já começa a balançar as carteiras de quem pensa no longo prazo. De acordo com o C6 Bank, o ciclo de queda da Selic deve começar no primeiro trimestre de 2026 e terminar o ano em torno de 13% ao ano.
Com inflação projetada abaixo de 4% em parte do período, o ambiente promete mudar a relação entre risco e retorno. Investidores que buscam segurança, mas não querem abrir mão de ganhos, precisam ficar atentos às oportunidades que despontam no novo cenário.
Investir em 2026: como a queda da Selic mexe com a renda fixa
Quando a Selic recua, títulos atrelados ao CDI tendem a entregar rendimentos menores, pois acompanham de perto a taxa básica. Por isso, aplicações pós-fixadas podem perder parte do brilho ao longo do próximo ano.
Já os CDBs prefixados ganham força ao “travar” a taxa atual por todo o prazo: um exemplo é o CDB C6 Prefixado que hoje paga 14,05% ao ano para quatro anos. Se as projeções se confirmarem, quem aplicar agora poderá captar um retorno acima da média futura.
Outra alternativa são os CDBs IPCA+, que combinam o índice de preços a uma taxa fixa. O papel que remunera IPCA + 8,15% ao ano ilustra como esses títulos podem proteger o poder de compra mesmo com a meta de inflação em 3%.
Para prazos mais longos e menor risco, o Tesouro Direto segue relevante. O Tesouro Educa+ IPCA + 7,60% ao ano, com vencimento em 2030, oferece previsibilidade e liquidez diária, sendo uma porta de entrada acessível para quem prefere o Tesouro Nacional.
Renda variável volta ao radar com juros menores
Com o custo do capital em queda, ações, fundos imobiliários (FIIs) e BDRs tendem a recuperar espaço. A diminuição da taxa de desconto usada para valorar empresas pode destravar potenciais de alta em setores ligados ao consumo e à construção.
Nos FIIs, a combinação de rendimento recorrente e possível valorização patrimonial funciona como ponte entre renda fixa e bolsa. O investidor, porém, deve monitorar vacância, qualidade dos imóveis e gestão do portfólio.
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Para quem busca exposição internacional sem abrir conta fora do país, os BDRs ampliam a diversificação geográfica e adicionam o efeito cambial à estratégia. Já os ETFs simplificam o acesso a cestas setoriais ou índices amplos, diluindo riscos específicos.
Ajustando a carteira ao seu perfil
O C6 Bank reforça que a divisão entre renda fixa e variável depende do perfil de risco. Conservadores podem manter a maior parte em títulos de baixo risco, selecionando CDBs cobertos pelo FGC ou papéis federais. Moderados tendem a mesclar prefixados e IPCA+ com uma fatia de ações e FIIs.
Arrojados, por sua vez, costumam aceitar oscilações mais intensas em troca de ganhos potenciais, elevando a exposição a ações, ETFs temáticos e ativos globais. Independentemente do estilo, diversificar entre prazos e indexadores continua sendo a principal defesa contra surpresas macroeconômicas.
Para acompanhar a performance e realizar ajustes, plataformas integradas como o Cartão e Milhas facilitam a visualização da carteira completa e permitem negociar produtos de renda fixa e variável no mesmo ambiente.
As taxas citadas foram consultadas em 28/01/2026 e podem mudar a qualquer momento. Antes de investir, confira as condições atualizadas e certifique-se de que o produto combina com seus objetivos e tolerância ao risco. Com informações do C6 Bank.

