Faltam poucos dias para 10 de março e os equipamentos já estão alinhados, prontos para ocupar 400 m² de área em Córdoba. A Casa do Construtor cruza a fronteira com operação completa, sinalizando que a chegada ao segundo maior polo econômico argentino não é teste de mercado.
A inauguração coroa meses de preparação envolvendo análise regulatória, logística internacional e treinamento bilíngue das equipes. Para os leitores do Cartão e Milhas, vale acompanhar como uma expansão bem estruturada consegue reduzir riscos e acelerar retorno financeiro.
Casa do Construtor na Argentina: por que começar em Córdoba
A vice-presidência Internacional da rede definiu Córdoba como ponto de partida pela força industrial da cidade e pela movimentação constante da construção civil local. A região concentra profissionais que já circulam pela EdifiSeco, polo de material para construção a seco onde a franquia se instalará.
O modelo integrado reduz a curva de aprendizado do consumidor: quem compra insumos no mesmo endereço agora encontra mais de 1.800 itens para locação, de ferramentas elétricas a andaimes. Trata-se da mesma configuração oferecida nas lojas brasileiras, garantindo padrão de atendimento desde o primeiro dia.
O investimento declarado é de US$ 200 mil, quantia suficiente para compor o parque de máquinas completo e adaptar o espaço físico às normas argentinas de segurança. A empresa assume postura competitiva logo na largada, reforçando presença regional na economia de acesso.
Bastidores da operação e próximos passos
Enquanto o contrato era finalizado, executivos brasileiros fizeram seguidas viagens a Córdoba para alinhar processos de manutenção, atendimento e tecnologia. A equipe local passou por treinamentos intensivos, inclusive sobre o sistema proprietário de gestão de frota, ponto crucial para controlar a rotatividade dos ativos.
Imagem: Divulgação
Comunicação e governança binacionais
No campo da comunicação, porta-vozes bilíngues foram preparados para dialogar com veículos argentinos de negócios e franchising. A narrativa se distancia de discursos genéricos de expansão e destaca consistência operacional da marca, hoje com mais de 800 unidades no Brasil e presença também no Paraguai e Uruguai.
Bruno Eloel Arena, vice-presidente Internacional, coordena o projeto junto às áreas de Marketing, Jurídico, Financeiro, Tecnologia e Operações no Brasil. Essa governança centralizada facilita a replicação de processos e cria base para crescimento escalável em outras regiões argentinas.
Após a abertura oficial, a agenda inclui reuniões com parceiros, visitas técnicas e novas rodadas de divulgação. O plano de médio prazo prevê expansão cuidadosa, avaliando potencial econômico local antes de fincar novas placas. A placa inaugural, entretanto, já deixa claro: a operação argentina começou muito antes do corte da fita e aponta para uma estratégia maior na América Latina.

